Rashid volta às origens no freestyle no Festival Bananada 2018

Rashid volta às origens no freestyle no Festival Bananada 2018
Rashid volta às origens no freestyle no Festival Bananada 2018
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Após alguns anos sem pisar em Goiânia (desde 2011/2012), na última quinta-feira dia 10 de maio de 2018, o rapper Rashid se apresentou no Festival Bananada 2018 em dia extra do festival.

Foi uma noite histórica e para os goianos e para o rapper que quebrou o jejum de shows na capital e trouxe com ele o início de sua trajetória no rap. Foi uma noite de celebrar a cultura!

Rashid no Festival Bananada 2018

Com um visual hairstyle naipe Kendrick Lamar veio pra Goiânia munido de rimas e canções marcantes como “Coisas dessa vida”, “Mil Cairão”, “Estereótipo” e “Música de Guerra”.

O Dj Mr. Brown deu um tom no beat junto com rapper e no apoio vocal, Rashid veio acompanhado do potente backing vocal Godô. A plateia delirou em como esse cara se expressa nos refrães!

07 minutos de improviso no Festival Bananada 2018

Mas um dos momentos mais marcantes do show sem dúvida foi o freestyle e disso Rashid entende. Começou no Hip-hop em batalhas de rima, mas com um codinome “Moska”. Já digladiou liricamente contra grandes nomes do rap nacional como Emicida, Marcelo Gugu e Kamau. No palco do Bananada 2018, mostrou que ainda está afiado no raciocínio. Mandou quase sete minutos de improvisação envolvendo geral da plateia.

A dinâmica do Rashid foi pedir para que o público tirasse da bolsa, do bolso, da mochila, qualquer objeto e colocassem para cima. O rapper improvisou rimas com chave, caneta, beck, caderno, dinheiro, capacete, batom e o que aparecesse…. Sobrou até para o rapper goiano Eko (Atentado Napalm) que estava prestigiando o show.  “Slv Eko, meu parceiro”, disse.


Mas Rashid não se despediu sem antes lembrar o quanto o Rap já retirou muitos manos do inferno.

“…Quantos de nós, quantas mentes, quanta autoestima já não foi resgata e colocada lá em cima novamente. Quantas pessoas foram tiradas do crime, de alguma coisa errada, da depressão, da ansiedade, de qualquer besteira que estava fazendo na vida. A cultura trouxe e colocou novamente no pedestal, numa condição de ser humano. Falou ‘irmão, você é cidadão do barato, você tem os seus direitos”, desabafou o rapper.

Vários artistas foram citados como exemplo de vitória no rap. Nomes que hoje fazem parte da playlist de muitos e que tem feito o Hip-hop crescer um pouco mais…

“Desde quando nós ‘ouvia’ Planet Hemp, Racionais, RZO, Gabriel Pensador também, MV Bill… certo mano? Hoje em dia a gente ouve Criolo, Emicida, Rael, Karol Conka, Rico Dalasam, Rincon Sapiência… O barato bate pesado e a gente sai ouvindo o barato e fala assim: ‘ae mano, sinceramente a gente pode mesmo fazer as coisas’. Nunca foi sorte pra gente, nada caiu no nosso colo. As oportunidades não foram jogadas, a gente teve que cavar, cavar, às vezes sem ferramenta, às vezes na unha a gente teve que cavar nossos espaços. E hoje estamos aqui, celebrando cultura, celebrando música e, melhor do que isso, música brasileira da melhor qualidade nesse lugar. Bagulho foda. Máximo respeito!” (Rashid – Festival Bananada 2018)

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