Rap do ABC “Batalha da Matrix” estreou a cypher “Pílulas Vermelhas”

Rap do ABC “Batalha da Matrix” estreou a cypher “Pílulas Vermelhas”
Rap do ABC “Batalha da Matrix” estreou a cypher “Pílulas Vermelhas”
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Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, ocorre um dos maiores eventos de rap “Batalha da Matrix” da cidade, ocupando uma área nobre e de grande circulação no centro da cidade. O movimento nasceu em 2013 e adotou a resistência como lema, no entanto vem sofrendo diversas repressões por parte da prefeitura.

O rap nunca viveu com tanta evidência no cenário musical como está atualmente, provavelmente, as grandes responsáveis sejam as “Batalhas de Mc’s”. Desde a consagração do rapper Emicida, após despontar na Batalha da Santa Cruz em São Paulo, o número de rodas culturais com o intuito de fazer freestyle vem crescendo por todo Brasil. A poesia em forma de protesto e a resistência tem atraído cada vez mais pessoas, principalmente os jovens.

Além de ser um refúgio para muitos, as batalhas vêm presenteando todos os amantes dos rap com talentos sublimes que representam diferentes estados, estilos e opiniões socioculturais.

“Batalha da Matrix” a cypher “Pílulas Vermelhas”

Intitulada a maior batalha de rap do ABC e uma das maiores de São Paulo, a “Batalha da Matrix” estreou, na noite da última segunda-feira, dia 18 de junho de 2018, a cypher “Pílulas Vermelhas” que reúne cinco mc’s, frutos preciosos da cena, para integrarem o primeiro time do projeto que é promovido após 5 anos de existência do evento.

O primeiro episódio da série conta SUB e Alinega, que são membros de um dos mais notórios coletivos O.C.R.I.M.E.S.A em ascensão na região das sete cidades; Quimo integra o Tramando Idéia Rap, um dos grupos mais diferenciados da área; Rato é um dos fundadores e organizadores da “Batalha da Matrix” e integrante do MR-13, um dos grupos mais influentes da nova geração do ABC; Jafari integra o Primeiros $intomas e a Purple Gang, e é um dos mais talentosos freestyleiros do Brasil e é um dos maiores campeões da “Batalha da Matrix”.

 

Com a escolha da mescla de trap e boom bap, os representantes trouxeram referências sociais para as linhas, apresentando as situações de resistência dos jovens da batalha e atraindo uma atenção maior aos versos.

A produção musical, ficou por conta de Vibox que climatizou a tensão do primeiro episódio, contando com um clipe cheio de referências ao filme “Matrix” (1998) e produzido por Bruno Martorelli.

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