Para aumentar a representatividade na política é preciso se “Aquilombar” nos partidos.

A quantidade de candidaturas negras no Brasil vem em uma crescente, para se ter uma idéia, em 2018, as candidaturas de negros e pardos segundo dados do TSE somam um total de 46,56%, já em em 2014, a soma era de 44,26%.

Podemos considerar um número muito bom, partindo do princípio de que 54% da população Brasileira é formada por esse grupo.

O problema sempre foi a competitividade, os partidos até dão espaço, mas na hora de “dividir o bolo”, a divisão é sempre de maneira desigual e isso impacta diretamente na quantidade de candidaturas negras que conseguem se eleger e conseqüentemente isso também impacta na falta de políticas públicas direcionadas à população negra no Brasil, até mesmo nos partidos ditos Progressistas, ou a Esquerda, dos quais na teoria, são os que têm mais compromisso com a pauta da diversidade, mas na prática não se diferenciam tanto daqueles que se dizem a Direita, ou Conservadores quando o assunto é candidaturas negras.

Para virar esse jogo, é preciso além de continuarmos colocando nossos nomes para participação do processo eleitoral e construirmos projetos de candidaturas com compromisso com o movimento negro, começarmos a ocupar também os espaços de decisões dentro das estruturas partidárias, ou seja, dentro dos diretórios partidários, pois são neles que muita coisa importante para o sucesso de uma candidatura é decidia, como a distribuição de fundos por exemplo e são nesses espaços também, que a segregação racial política começa.

Comitê Antirracista Uma campanha da @uneafrobrasil.

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