Nobat lança “Me Deixa Sambar” single que homenageia o samba, traz registro inédito de Elza Soares e participação de BNegão


deixa eu sambar”, novo single de nobat, une três experiências cheias de identidade e potência. O cantor e compositor mineiro tem a luxuosa companhia de Elza Soares e BNegão neste novo trabalho, o segundo capítulo de uma trilogia que atravessa vários brasil sob diferentes perspectivas, para celebrar um dos principais gêneros musicais nacionais, o samba.

As gravações foram feitas em março de 2021, poucos meses antes da passagem de Elza, sendo um de seus últimos registros fonográficos. No dia 14 de abrila faixa chega nas plataformas de streaming (escute aqui). É o segundo single do próximo álbum do artista, “MESTIÇO” programado para junho. “deixa eu sambar” é acompanhado por um videoclipe que enaltece a beleza de Belo Horizonte, a força da dança e dedica uma delicada homenagem ao Elza.

A presença de um nome como Elza Soares em uma obra como esta toca profundamente o imaginário popular brasileiro, por tudo que representou a vida e a obra de “Mulher do fim do mundo”. “Na noite em que ela gravou a música, conversamos por telefone e foi uma das experiências mais incríveis da minha vida. Ouvi-la dizer meu nome foi uma das maiores emoções que já experimentei, mas ainda mais fabuloso foi poder ouvi-la olhar para a música, nosso povo, nosso país.“, relatórios nobatque destaca um discurso entre os trocados com Elza: “O Brasil sempre vence no final”. “Não tenho muitos ídolos, mas certamente Elza foi, é e continuará sendo uma das únicas na minha vida e carreira.“, ele adiciona.

Como um grito de liberdade, a escolha de homenagear o samba percorre a história do gênero sempre ligado às classes trabalhadoras, com visões politizadas e mesmo assim, muitas vezes, esperançosas. Por suas visões sociais e políticas, e uma história que atravessa o samba em diferentes épocas, BNegão foi essencial como uma das vozes da música. “Ele é um artista que orientou o pensamento e o comportamento de uma geração, um cara que sempre desenvolveu muito bem sua visão de seu tempo e de nossa gente. Tenho muito orgulho de tê-lo neste trabalho e sua participação nesta trilha foi fundamental.”, diz o mineiro sobre a parceria com o carioca.

Com produção musical de Barral Lima, o arranjo da música faz referência a variações de ritmo, como samba-funk, gafieira e samba-rock, todos em comunhão com batidas, sintetizadores e samples, estabelecendo assim uma relação entre o tradicional e o contemporâneo. Este é outro aspecto que reforça a presença de Elza na obra que, além de ser um artista sempre inquieto, ligado à estética de cada década, teve sua história intimamente ligada ao samba. “Sempre digo que ser brasileiro é um dos pontos cruciais da minha identidade como ser que vive, pensa, fala, canta. O samba é um dos principais dados dessa identidade, pois é uma das coisas mais incríveis que o Brasil deu ao mundo e faz parte da minha vida muito antes de eu nascer.“, comentários.

Dirigido por Natacha Vassou e Lucas Espeto, o videoclipe da faixa foi gravado na capital mineira em março deste ano. A atuação da bailarina Raquel Cabeneco emite uma mensagem de protesto: “‘deixa eu sambar’, como se dissesse ‘deixa eu viver!’”, reflete nobat no registro audiovisual.

Carregada de emoção, a obra como um todo expressa a grandeza de Elza e a falta que deixa. “Senti muita emoção e acredito que foi aí, quando ouvi a voz dela cantando enquanto gravávamos o clipe, que a última ficha me atingiu que, ao mesmo tempo, realizei esse sonho incrível de trabalhar com um dos maiores cantores da história da MPB, mas que a perdemos também. Artistas como Elza não vão embora, sua arte e sua vida vão ecoar em nós para sempre. O que importa é o que fazemos com isso. Como a própria rainha diz ao final da música: ‘Olha, Brasil: quero ver a gente sambando de novo’”, conclui.

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