MC Maneirinho participa do podcast Bulldog Show e relembra o caso em que foi denunciado por apologia ao crime


O cantor MC Maneirinho participou do podcast Show de Bulldogapresentado por carvalho tuka e Vivi Tenório, na terça-feira à noite. Durante a entrevista, a funkeira, famosa por hits como “Chefe é chefe” e “Tudo normal”, lembrou o episódio em que foi intimado comparecer na Delegacia de Combate às Drogas do Rio para depor sobre uma suposta apologia ao crime na letra de uma de suas músicas em 2020.

Se você vai ser intimado, você tem que intimar todos: o [cineasta] José Padilha, Wagner Moura [por Tropa de Elite]Cauã Reymond, que interpretou um traficante em [Complexo] Alemão, Caio Castro que fez aquela novela [I Love Paraisópolis]”, começou Maneirinho, que acrescentou:

Fui intimado a pedir desculpas pelo crime por causa de uma música com o Cabelinho. Um deputado cujo nome não vou citar que ordenou que fôssemos intimados e foi uma parada que passamos por um constrangimento. Mas graças a Deus, a Anitta nos apoiou, todo o pessoal do trap e do funk também. As coisas são interpretações, porque as pessoas que não viveram o que eu vivi, não passaram pelas coisas que eu passei, não viram tão de perto quanto eu, elas podem fazer e interpretar e quando eu interpreto eu sou levado como um ladrão, como uma pessoa que faz uma apologia ao crime. Relato o que as novelas relataram, o que o José Padilha relatou na Tropa de Elite, o que eles relataram na Cidade de Deus, Cidade dos Homens. Eu não canto apenas música criminal, eu canto putaria, amo música. Não quero que só eu e meus amigos do trap e do funk tenhamos esse limite. Trap começou a desafiar o medo de cantar proibido, de xingar, de falar sobre drogas, sexo e amor. A armadilha foi ousada e o jovem abraçou”.

Em temporada, MC Maneirinho recebeu apoio de vários artistas como Anitta, MC Rebecca, PK e Johnatan Costa.

O caso teve origem em uma notícia-crime registrada pelo deputado bolsonarista Rodrigo Amorim (PSL), sobre a letra da música “migue”. O cantor MC Cabelinho também era suspeito na investigação.

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