A rapper King lançou seu primeiro single intitulado “Fim de Ano”

A rapper King lançou seu primeiro single intitulado “Fim de Ano”

Kelly Silva, vulgo King, iniciou no ramo da poesia falada, poetry slam, em 2018, com apenas 17 anos participou do Slam SP e Slam BR. Se destacou ao alcançar o título de vice-campeã nacional na competição. Em 2019 repetiu o feito. É autora dos fanzines “Bloco de notas que ninguém lê” e “A poesia salva”, participou também da antologia de poesias do Slam Resistência e Slam da Guilhermina. Logo após teve participação no programa Manos e Minas da TV Cultura.

No ano de 2019 desenvolveu a oficina de escrita criativa “Afroraízes”, trabalho social realizado na Cidade de Deus que apresentou o universo das poesias para as crianças da comunidade. De acordo com seu trabalho King mostra a vivência de uma mulher negra periférica e se destaca pela sua maneira de se expressar e entendimento acessível.

Escute “Fim de ano” da promissora rapper King

E no último dia 30 de dezembro, chegou nas plataformas digitais o single “Fim de Ano”, da artista King. Em seu primeiro lançamento, King usa sua versatilidade de flows e sua experiência em batalhas para trazer uma reflexão sobre a época do ano pela ótica da mulher preta e periférica.

 

Em entrevista a artista conta sobre a sensação de estar lançando o primeiro single: “É uma alegria muito grande conseguir produzir um som meu! Quando não nascemos em berço de ouro temos que correr muito mais e é por isso que é uma satisfação, é a realização de um sonho.

A música fala sobre rejeição da sociedade, combate ao racismo e ao machismo por meio das rimas e critica o conservadorismo que regra a sociedade e se acentua durante o Natal e Ano Novo. O cenário colorido e iluminado em comemoração as festividades chama a atenção pela beleza e ao mesmo tempo contrasta com a letra de protesto, se tornando uma das marcas do clipe.

Quando recebi e ouvi o beat sabia que eu tinha coisa pra falar ali! Abordei assuntos importantes que ninguém lembra em fim de ano. Procurei trazer uma parte dançante e uma parte de maior consciência, para cutucar as pessoas e fazer elas pensarem em assuntos que muitos não se importam”, explicou a rapper.

O som foi produzido pelo beatmaker e editor Christopher Noto, o trap acompanha a modernidade da parte visual do clipe e a batida agressiva do 808 faz as caixas baterem agradando aos fãs do som mais potente do grave, o beatmaker revelou que se inspirou na animação “O Estranho Mundo de Jack”, em especial a cena em que sequestram o Papai Cruel, fazendo referência ao “bom velhinho”.

King na internet

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